Há um pensamento atribuído a Goethe, que diz: “A música seria a mais bela das artes se não fosse a Oratória”. Sem entrar na discussão sobre o assunto, chamo a atenção para a importância do impacto de uma boa palestra e dos impactos que podem propiciar aos ouvintes. Uma boa palestra pode nos motivar, seduzir, encantar, esclarecer nossos pensamentos, nos emocionar, gerar mudanças de atitudes e de comportamentos, além de nos divertir e entreter.

O negócio de palestras floresce a cada momento – um crescimento proporcional ao preparo de pessoas ricas em conteúdo e aptas para falar bem em público, conduzindo e estimulando seus raciocínios, tocando-lhes a sensibilidade, gerando um impacto surpreendente e impactante em quem ouve e, principalmente, vê o palestrante atuar.

Tenho visto e acompanhado verdadeiros pequenos milagres quando me deparo com uma pessoa crua, sem expressão, sem conteúdo e sem organização conseguindo envolver e encantar pessoas com naturalidade, técnica, desenvoltura e autocontrole.

Ser palestrante é fácil ou difícil? Será que eu consigo? O que me motivaria a ser um bom palestrante?

Como tudo na vida, depois que aprendemos e praticamos, tudo fica mais fácil, não é mesmo?  Mesmo assim, pretendo compartilhar alguns desses pequenos segredos que podem ajudar você a decidir se quer ou não ser um bom palestrante.

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Em primeiro lugar, alguns benefícios que tenho observado:

  • Um palestrante passa a estudar, pois sua matéria prima é o conhecimento;
  • Um bom palestrante tende a ser bem remunerado pelas suas palestras;
  • ​Há um lado do “glamour” que envolve a carreira de um palestrante;
  • Ao lançar um bom livro, tende a fortalecer o seu contato e relacionamento;
  • Ser palestrante pode ser uma segunda (ou a primeira) opção de ganho;
  • Há vários coaches que estão se tornando palestrantes, facilitando suas vendas e tendo uma nova e atraente opção de faturamento;
  • Há pessoas ou escolas que nos podem ajudar nesse processo de aprendizagem para apoiar com técnicas e recursos para quem deseja ser um bom palestrante.

É certo que só pode falar algo do que se conhece e nem todas as pessoas adquiriram conhecimentos e experiência suficientes para decolarem como palestrante. Talvez o caminho seja mais penoso e difícil, mas absolutamente não é impossível.

Conheça o curso: FORMAÇÃO DE PALESTRANTES

Algumas recomendações para quem percebe em si esse dom e deseja aprimorá-lo:

  • Saiba que fazer palestras é fazer o bem a quem quer que seja, um ato de amor, um ato de doação, de colaboração para com os ouvintes;
  • Um bom palestrante estuda, é culto, não é um palestrante de uma palestra só. Pesquisar, ler muito, adquirir conhecimento para transformá-lo em sabedoria é seu grande dom;
  • Um bom palestrante deve ter sensibilidade, intuição e muita perspicácia para criar ou adaptar seus conteúdos aos diversos públicos para os quais fala;
  • Saber contar histórias é uma excelente habilidade, fundamental para um palestrante. Há hoje, plenamente difundido o conceito de “Storytelling”, que nada mais é do que saber contar uma boa história, com a criação do protagonista, conflitos, conteúdo, desenvolvimento e demais ingredientes que fazem parte dessa arte;
  • Ter bom humor é fundamental, embora ser engraçado é uma dificuldade. Se porventura você não é engraçado e suas piadas não têm graça, evite. Ser bem-humorado é saber lidar com sutileza e graciosidade sobre eventos comuns, tornando-os leves e agradáveis;
  • Pode-se abrir mão da utilização de recursos audiovisuais, embora um bom recurso possa facilitar a compreensão do ouvinte, além de impactar mais as pessoas chamadas “visuais”, conforme conceitos da programação neurolinguística;
  • O impacto da voz e do corpo são fundamentais para o sucesso ou para o insucesso de uma palestra. Saiba como utilizar bem a voz e desenvolver gestos para causar a melhor das impressões nos ouvintes. Olhar nos olhos também é importante, além de adotar uma postura elegante, simpática e agradável;
  • Toda palestra tem um objetivo, senão não teria a razão de existir. Sua preparação é fundamental e isso implica no planejamento e roteirização. Do planejamento destaco o tema, o tipo de palestra, a análise do público-alvo, o ambiente, tempo e os recursos audiovisuais que serão utilizados. Do roteiro, a clareza do objetivo, desenvolvimento do conteúdo, saber como começar, desenvolver e terminar, a seleção das histórias que servirão para ilustrar e envolver ainda mais as pessoas, a preparação das respostas para as eventuais perguntas que poderão ser formuladas, preparação dos recursos audiovisuais e treino para dar a impressão de estar fazendo um improviso;
  • Crie momentos impactantes e emocionantes, pois somos tocados pelo intelecto, mas principalmente pelas emoções, tanto que temos mais facilidades para nos lembrar mais de situações que nos sensibilizaram do que aquelas lógicas e cheias de razão;
  • A sua elegância e aparência são fundamentais, principalmente se for adequada ao contexto. Cuide para que se apresente de maneira formal em ambientes formais e em um tom mais leve e informal em ambientes mais informais, mas sem exageros;
  • Pesquise os tipos de palestras que seus conhecimentos podem desenvolver, faça demonstrações, aprimore seus talentos e suas habilidades, tenha a certeza de que o que tem para oferecer, de fato, é útil e interessante para quem possa contratar os seus serviços;
  • Ninguém nasceu pronto, vemos hoje grandes palestrantes que conseguem ser remunerados em 20, 30 ou 50 mil reais por palestra, mas todos começaram pequenos, talvez cobrando 2, 3, 5 mil reais, ao serem melhor conhecidos, foram aumentando seus ganhos para 10, 12, 15 mil reais e assim por diante.

Finalizando, queridos amigos, gosto muito de um pensamento que diz: “Pense grande, comece pequeno e agora!”

Ser palestrante é uma excelente opção para quem tem muito conhecimento e experiência e está em busca de uma excelente oportunidade para ganhar bem e se realizar sendo uma pessoa útil às outras pessoas.

Para um coach, uma excelente chance de vender seus produtos como coach, além de oportunidades de aumentar seus ganhos e também para todas as pessoas que têm esse chamado, pois entendo a vocação de um palestrante como uma missão de vida, colaborando para o crescimento e desenvolvimento de pessoas e empresas.

Fonte: www.cloudcoaching.com.br

É fundamental tomar a frente do que se fala sobre seu negócio, tentando evitar que conteúdos negativos proliferem interna e externamente

Para que uma empresa tenha sucesso nos dias atuais, é essencial que execute muito bem a comunicação. Não são apenas os especialistas que dizem isso, mas também os próprios cidadãos comuns, que já sentiram a necessidade de se comunicar e se familiarizar às pressas com as novas e velozes ferramentas da informação.

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Assim, é preciso se ater a comunicação com os colaboradores e com o público externo para fortificar a imagem da companhia, além de manter a qualidade dos serviços/produtos.

De acordo com Reinaldo Passadori, presidente do Instituto Passadori e especialista em Comunicação Verbal, um dos segredos para evitar problemas relacionados ao tema é vencer tabus e entender que quanto melhor for a capacidade de se comunicar adequadamente, melhores serão os resultados para os negócios. É importante lembrar que vivemos em uma sociedade formada por pessoas que possuem ideias e pensamentos diferentes, consequentemente opiniões e interpretações diversas diante dos mesmos acontecimentos.

Considerando tudo isso, torna-se fundamental tomar a frente do que se fala sobre seu negócio, tentando evitar que conteúdos negativos proliferem interna e externamente. Para Passadori, existem alguns problemas enfrentados em relação ao tema. “Um é a fofoca ou opiniões sobre algo que possa ter ocorrido, a decodificação de uma ocorrência qualquer ou maledicência mesmo. Há pessoas que gostam de falar mal de outras ou inventar boatos para se divertir, sem medir as consequências do seu ato”, diz.

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Além disso, o especialista cita a inércia das companhias em processos de comunicação como outro dos problemas que devem ser tratados. “A empresa não se preocupa em se antecipar e fornecer informações aos seus colaboradores, gerando com isso uma omissão de dados ou de detalhes que seriam úteis se compartilhados do jeito e no momento certo”, explica.

É claro que eliminar completamente estes problemas é uma missão praticamente impossível, mas eles podem ser atenuados com ações claras, transparentes, sem tentar ocultar informações do público. Também é imprescindível que o negócio tenha bons porta-vozes, capazes de se posicionarem, dentro do limite do sigilo. Se a companhia souber se comunicar de maneira eficiente, ampliará as chances de impedir que informações equivocadas sejam disseminadas.

Outra questão importante é a identificação dos formadores de opinião internos e externos, ou seja, as lideranças informais, pois eles que disseminam as informações e possuem credibilidade. Aproximando-os do setor de comunicação é possível trabalhar esse canal a favor do negócio.

Conheça o curso: O JOGO DA NEGOCIAÇÃO

Em resumo, o papel das lideranças de uma empresa é deixar de ter uma posição passiva para uma mais agressiva, criando ferramentas de comunicação internas e externas e se capacitando para oferecer as melhores respostas, com credibilidade e rapidez.

“A comunicação nem é um bicho-de-sete-cabeças, nem é a coisa mais simples desse mundo. Por isso, ela tem que ser levada a sério”.

Cada vez mais o cidadão comum tem a percepção da importância de falar bem em sua vida, sendo um necessidade fundamental se comunicar. Seja na hora de disputar uma vaga no mercado do trabalho ou cultivar relacionamentos é importante perceber o quanto usamos a comunicação, principalmente a verbal.

Sem a comunicação, jamais poderíamos ser melhores hoje do que fomos ontem, tampouco avançar amanhã com relação a onde estamos hoje. É importante entendemos essa profundidade da comunicação, percebemos que ela necessita de amor e afeto para ser inteira, completa, integral.

SAIBA COMO FALAR MELHOR EM PÚBLICO

Quem acha complicado lidar com o desenvolvimento da capacidade de se comunicar, muitas vezes aponta o crescente volume de informação corrente no mundo como o maior obstáculo. Mas, não adianta reclamar, esse volume não vai diminuir.

Precisamos perceber e desenvolver nossas capacidades de acordo com as novas ferramentas e ir além, afinal, ninguém quer correr o risco de ficar parado no tempo. Isso significa se envolver com as dimensões da comunicação. Para entender melhor, desenvolvi a Metodologia das 7 Dimensões da Comunicação Verbal. Confira abaixo.

  • A primeira é a intrapessoal, que tem a ver com a “ponte” que uma pessoa estabelece consigo mesma e até onde ela é capaz de trabalhar o seu comportamento e transformar a timidez em força para se expressar com confiança e entusiasmo.
  • A segunda dimensão é a interpessoal, que não é exatamente o oposto da primeira, mas engloba o diálogo, a empatia, a importância do feedback, o elo com nosso interlocutor e a força da alteridade (a capacidade de se colocar no lugar do outro).
  • Outra dimensão é a vocal, que lida com o “como” dizer.
  • A quarta dimensão trata da comunicação corporal: até que ponto os nossos gestos, expressões faciais, estilos, aparências e sinais são importantes para as mensagens sem palavras?
  • A dimensão técnica, por sua vez, tem a ver com os recursos para uma comunicação adequada aos ambientes e circunstâncias, isto é, o ambiente ou ferramentas como aplicativos, audiovisuais, etc.

capacidadedecomunicação

  • Na dimensão intelectual, que a produção dessa comunicação assume destaque quando somos capazes de planejar e preparar com propriedade as nossas apresentações.
  • Por último, e não menos importante, a dimensão espiritual se refere ao cultivo dos nossos valores para a busca de uma liderança pessoal e exclusiva neste estágio de “animal especial” alcançado pelo Homem, onde é concedida a cada um de nós a magnífica oportunidade de deixarmos a nossa marca no mundo.

Como você pode perceber, a comunicação nem é um bicho-de-sete-cabeças, nem é a coisa mais simples desse mundo. Por isso, ela tem que ser levada a sério, na sua profundidade. Hoje, somente com este mergulho que percorre as dimensões da comunicação poderemos aplicá-la à vida e ao trabalho. A comunicação desenvolvida tem poder suficiente para provocar mudanças positivas em nossas vidas. Mudanças movidas pela ética, pela dignidade e pelo amor.

(*) Reinaldo Passadori é  CEO do Instituto Passadori de Comunicação Executiva

Fonte:  https://goo.gl/7F1hV3

 

Programa Comunicação Executiva

No início deste ano, o canal do Youtube, Comunicação Executiva, apresentado por Reinaldo Passadori, passou por transformações, contudo, não perdeu sua essência de sempre abordar temas de grande interesse para quem pretende crescer profissionalmente.

Quer ficar por dentro desses conteúdos? Inscreva-se no canal e clique no sininho que fica no topo da tela, você terá muito a aprender.

Veja alguns dos novos vídeos:

Programa Comunicação Executiva – Alexandre Figueiredo e Rodrigo Sêga

Boa comunicação e sucesso financeiro, tudo a ver! – Entrevista com Reinaldo Domingos

Liderança e Comunicação

Assistam também a entrevista de Reinaldo Passadori para o canal Dinheiro à Vista, de Reinaldo Domingos:

COMUNICAR BEM também é ganhar mais DINHEIRO – feat. Reinaldo Passadori

Comunicação Essencial em plataforma digital

Frente aos desafios do meio profissional e as ferramentas tecnológicas que surgem a todo momento, para oferecer às pessoas um conhecimento mais amplo sobre a comunicação e os benefícios que essa proporciona, Reinaldo Passadori, um dos mais renomados especialistas em Comunicação Verbal está lançando o livro Comunicação Essencial em formato digital.

“Essa nova publicação dessa obra é muito importante para mim, principalmente pelo fato de ser feita em uma nova plataforma, que representa o futuro e que facilitará o acesso dos leitores a um dos meus principais trabalhos”, conta o autor.

Sobre o livro

A obra, que já auxiliou milhares de pessoas já está na plataforma iTunes Store Apple, disponível para o mundo todo, com a edição preparada pela Duna Writers na Noruega. Neste trabalho, Passadori revela caminhos para facilitar a conquista do sucesso pela comunicação oral e elabora, graças a sua excepcional capacitação de ensinar com uma didática própria, a estratégia e a tática inteligentes para seduzir ouvintes pela teoria e prática da oratória formal e informal.

Sua estratégia leva o leitor, de maneira fácil e agradável, a praticar a arte de organizar os conhecimentos adquiridos em livros, escolas, empresas e na universidade da vida, tais como: utilizar seu talento no tocante aos meios disponíveis, ser capaz de explorar, teoricamente, as condições favoráveis para a realização de suas ideias úteis e felizes.

A tática da “comunicação essencial” ensina a arte de manobrar, de acordo com as necessidades do momento objetivo, para executar, com adaptabilidade, o plano estratégico de conquista das vitórias.

No dia 22 de novembro de 2017, Reinaldo Passadori, CEO e fundador do Instituto Passadori, participou do 32º CBTD (Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento) com a palestra Comunicação Interna: Como Engajar e Motivar Lideranças Para Resultados.

O Congresso, organizado pela ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento), reuniu, em Santos/SP, milhares de pessoas, desejosas a conhecer as novidades do segmento.

Assista na íntegra a palestra de Reinaldo Passadori!

(Homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – 3 de dezembro)

Por Guto Maia

Essas foram as melhores férias da vida do Pedro, e aconteceram da forma que ele mais ama: viajando, estudando, pesquisando, falando muito, namorando e fazendo amigos!!!
Alguém acreditaria que isso seria possível há alguns anos?
E o melhor, férias remuneradas.
Olha como se deu o processo de preparação dessas férias que aconteceram em novembro, quando ele completou um ano de trabalho, num projeto de emprego apoiado.
Histórico:
Agosto: participação no seminário de credenciamento de formadores palestrantes no Memorial da Inclusão;
Setembro: inscrição no Supletivo ensino Médio do CEEJA Clara Mantelli;
Outubro: 1. convite para o “Encontro de Gerações” – quatro dias de seminários e atividades radicais na cidade de Socorro, no hotel-fazenda Parque dos Sonhos; 2. Primeira Palestra: lançamento do projeto “Cidades que me dizem respeito”, no Instituto Passadori, São Paulo;
Novembro: 1. viagem à Ubatuba e Caraguatatuba, para a Segunda Palestra, para pais da APAE Ubatuba; 2. Terceira Palestra: Câmara Municipal de Ubatuba; 3. Visita à Secretaria Municipal das Pessoas com Deficiência, de Caraguatatuba; 4. Quarta Palestra – Uniceu Inácio Monteiro (Centro Universitário São Camilo); 5. Viagem a Santos e Quinta Palestra para professores APAE-Santos;
Dezembro: 1. volta ao trabalho no dia 1°; 2. homenageado como o melhor vendedor de revistas de projeto social da loja Dona Veridiana, da Drogasil (só nesse dia de volta ao trabalho, ele vendeu 10 revistas para clientes em 4 horas de trabalho!).
Resumindo: cinco palestras, três viagens, excelentes notas no supletivo, credenciamentos relevantes, participação em três seminários: Memorial da Inclusão, Maksoud Plaza e ECA-USP, muita alegria e muitos novos amigos. Essa é a fotografia de um trimestre na vida de uma pessoa com deficiência. 14,5% da população de cidadãos do Brasil têm esse potencial. Esse é o percentual de pessoas com deficiência. Só lhes faltam as oportunidades de mostrarem de que forma podem ter a mesma felicidade de realização, dentro dos seus limites e capacidades.
Isso tudo, acima de qualquer vaidade de pais, indica o quanto um “indivíduo” PCD é “coletivo”. A quantidade de pessoas envolvidas em processos como esses, além do pai e da mãe, é incalculável. E, quando isso acontece, a sociedade ganha como um todo. Todos são responsáveis por essa realização. Jamais um pai ou uma mãe, ou avós, conseguiriam fazer isso sozinhos. Um batalhão de especialistas, familiares, amigos, simpatizantes, etc., é envolvido, mas jamais os outros fariam isso tudo plenamente no lugar da família. Quando, utopicamente, todos nos considerarmos uma única família humana, verdadeiramente, poderemos ser felizes em saber que os nossos filhos serão “para” o mundo, e poderemos morrer realizados, sabendo que os nossos filhos continuarão num AMBIENTE SEGURO.
Todo PCD (pessoa com deficiência) se tornará, invariavelmente, um PAH (pessoa com altas habilidades). Isso se dará, pois, a vida é mais forte e tende a florescer, e só o fato de se manter vivo, mesmo quando tudo é desfavorável, traz compensações inimagináveis. Isso faz desse indivíduo alguém altamente diferenciado em aspectos geralmente não evidenciados, camuflados pela deficiência. Junta-se a isso o preconceito social e familiar contra o incomum, e a pessoa é formatada como incapaz, sem forças para reagir. Desta forma, extingue-se um potencial grandioso e quem perde é a sociedade.
Por isso, os PCDs são “indivíduos coletivos”, pois “todos” somos responsáveis por eles. A alegria da realização de um “indivíduo coletivo” é de todos. Um PCD tem a cara de todos que o cercam.
A gratidão de uma família que se empenha para a alegria diária de um PCD é universal quando isso acontece, porque jamais alguém conseguirá cuidar sozinho dele, portanto essas criaturas são seres agregadores.
Caso queira acompanhar de perto o cotidiano e a história de Pedro, basta clicar aqui. Esta história pública e coletiva é de todos os “Pedros”, pois, num ambiente público, os portadores de preconceito podem acessar informações de várias correntes de pensamento e formarem firmemente suas convicções e juízos, e, na boa hipótese, melhorarem o seu poder de aceitação. Somos todos muito parecidos nas nossas necessidades básicas quando buscamos ser felizes. Só que alguns precisam de mais coisas que outros para que isso aconteça. Uns são mais ambiciosos, e a maioria precisa de muito pouco. Não há logica na felicidade. O “modelo” de “ser feliz” vem de fora, mas o processo vem de dentro.
A melhor lição que pudemos tirar desse processo que deu certo é que absolutamente tudo que fizermos com sinceridade terá sucesso.
A sinceridade é agregadora em si. A sinceridade é honesta em si.

Um feliz dia mundial para os portadores de sinceridade!
Parabéns Pedro pelo seu dia! Você merece.

(Texto em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – 3 de dezembro, que busca a emoção do pai, a sabedoria do professor e a objetividade do universo corporativo)

Observação: o termo “portador de deficiência” está em desuso, pois quem “porta algo” transporta, “carrega o que pode ser descartado”, e, no caso do PCD, ele “possui” a deficiência.
São detalhes semânticos que os ativistas em favor das causas das pessoas com deficiências vêm reforçando para tornarem o preconceito cada vez menor.

 

Guto Maia é professor multidisciplinar de alunos PCD’s, pesquisador de educação inclusiva há cerca de 20 anos, ativista do aperfeiçoamento dos protocolos da inserção de inclusivos no Mercado de Trabalho; pai de quatro filhos, sendo o mais jovem autista;  filho de mãe que esteve cadeirante por 13 anos; conselheiro eleito 17/18 do CER-Sé SP, ligado ao SUS, da PMSP; coordenador do Depto. de Música do NEED (Núcleo de Especialização e Estudo para o Deficiente Físico e Mental); foi professor de adultos PCD’s, na Extensão Comunitária da UNIP Vergueiro; professor de Jovens Aprendizes do IBFC (Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação); diretor teatral, músico, compositor, autor, ator de teatro e cinema; parceiro do Instituto Passadori. Cursou Pedagogia, Música, Ética, Teatro, Artes, Literatura, Adm. Empresas e Educação Inclusiva.  É certificado em Comunicação Verbal pelo Instituto Passadori. Em agosto, participou do Seminário de Formadores de Palestrantes Credenciados do Museu da Inclusão, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Governo do Estado de São Paulo. Também participou do “Encontro de Gerações”, coordenado pela jornalista Flávia Cintra, de 15 a 18 de outubro, na cidade de Socorro/SP, evento de debates para a preparação coletiva do primeiro documento da Agenda 2030 do Plano de Ação das Américas, das Nações Unidas.  

Referências: Revista D+ 

Depoimentos de alunos e colegas do prof. Maia 

No dia 26/10, a Passadori recebeu a palestra de abertura do projeto “Cidades que me dizem respeito“, uma parceria com a Dois do Brasil, grupo formado por Guto Maia, artista e palestrante, e Pedro Rosengarten, autista e também palestrante.

O projeto, idealizado a partir do Seminário de Credenciamento e Orientação de Formadores no Memorial da Inclusão, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Governo do Estado de São Paulo, em agosto de 2017, aborda a inclusão de pessoas com deficiências (PCD’s) e de pessoas com altas habilidades (PAH’s) no mercado de trabalho.

A palestra teve o intuito de iniciar um círculo de conversas entre familiares e pessoas que possuem ou já passaram por problemas no mercado de trabalho, tiveram dificuldades de aceitação e obtiveram o aproveitamento de suas habilidades.

Um dos pontos altos do evento foi a participação do fotógrafo João Maia, deficiente visual, responsável pela cobertura fotográfica das Paraolimpíadas. Ele contou um pouco de sua experiência profissional e pessoal com Rosengarten.

Os participantes ressaltaram o fato deste não ser um assunto frequentemente discutido e reiteraram a importância da preparação do mercado de trabalho.

De acordo com o público da palestra, um ambiente com maior abertura para o tema propicia mais debates a respeito e fornece soluções para melhorar a defasagem das organizações e a integração de pessoas com deficiências e altas habilidades.

Assista o vídeo em que Guto e Pedro falam sobre o projeto:

Muito se fala sobre a importância do autoconhecimento e autodesenvolvimento na vida e na carreira, sendo uma das formas de aumentar o nível de consciência, de autoestima e, consequentemente, de melhor performance e produtividade.

Há que se pensar que o líder precisa avaliar o impacto de suas ações nas pessoas que estão ao seu redor.  Sem dúvida alguma, os líderes são, ou deveriam ser, os primeiros a darem exemplos de entrega pessoal, para se submeterem a uma análise de sua forma de se comportar. Se assim fizerem, certamente, os seus liderados se sentirão encorajados para se entregarem também ao processo de autoconhecimento e de mudança. Lembrando que toda mudança dentro de uma empresa inicia-se pela liderança.

Os gestores, tomando consciência de que o ser humano não é compartimentado, ou seja, quando entram na empresa não deixam sua vida pessoal na porta, passam a olhar e cuidar do colaborador.

O Colaborador precisa ser visto como ser integral – mental, emocional, espiritual e físico, portanto, o cuidado com esses quatro pilares faz com que o colaborador sinta-se acolhido e respeitado.

As formas de implantação da integralidade dentro das corporações são inúmeras. Uma delas é a valorização de programas de autoconhecimento, os quais têm o foco de mostrar, ao participante, as crenças limitantes, os padrões mentais e processos de ressignificação como primordiais. Antes de qualquer outro tipo de treinamento, faz-se necessário se autoconhecer, olhar para dentro de si, tomar consciência do potencial muitas vezes desconhecido e, também, dos limites externos e internos.

O autoconhecimento nos faz compreender a respeito de nossas reações, diante de determinadas situações, como base para mudanças, tornando-nos capazes de fazer escolhas conscientes, as quais nos levarão a uma satisfação e a um sentido de vida cada vez mais significativo e satisfatório.

O bom líder, consciente e praticante dessas vertentes, passa a valorizar e a aplicar, dentro da corporação, esses conceitos, obtendo mudanças significativas na produtividade e nos resultados.

Portanto, esteja atento às mudanças e busque formas e estratégias de implantação da integralidade e sustentabilidade dentro da sua empresa, mas, antes de tudo, primeiro comece por você, líder. Alinhe sua missão e seu propósito, descubra a si mesmo e propague esse valor ao bem mais precioso da sua empresa: as pessoas.

Conheça os sete pecados capitais de comunicação no ambiente de trabalho

As empresas atualmente têm muitos desafios, ainda mais em um momento de mudanças de cenários tão significativos e vertiginosos. Um desses desafios é ter seus colaboradores devidamente preparados e capacitados em uma das principais competências do profissional moderno – a comunicação, notadamente a comunicação verbal.

O papel do colaborador é justamente participar do “time” e se relacionar com os outros na empresa. E ele precisa saber como, afinal, manter uma relação de convivência diária com seus colegas de trabalho. Um bom relacionamento interno é um fator estratégico para seu sucesso profissional e para o sucesso da empresa como um todo.

Conhecer a si mesmo é a primeira etapa de uma vida equilibrada, e por conseqüência uma comunicação eficiente e realizadora. É preciso fazer uma reflexão profunda de como é a nossa interação com o mundo e conosco: a forma de interpretar fatos, de compreender o próximo, de adquirir o conhecimento, de tratar as pessoas.

Pensando no processo de comunicação, quando falamos, achamos que o outro está recebendo a nossa mensagem sem interpretação pessoal; entretanto, esquecemos que o nosso interlocutor adiciona significados. Ele reelabora o que apresentamos, baseado nas suas experiências e referências. Além das palavras, usamos a linguagem não verbal, gestos e expressões para transmitir sentimentos, estado de espírito, ideias, pensamentos, intuições, sensações, valores e crenças pessoais. Nossa comunicação verbal e não verbal são a representação do nosso mundo interior interagindo com o exterior, que se confronta com a representação do mundo do nosso interlocutor.

No contexto de uma organização, cada pessoa precisa avaliar seu relacionamento com os funcionários de diferentes setores da companhia: saber lidar com a gerência, a diretoria e os mais diversos departamentos, muitas vezes envolvendo fornecedores e parceiros. Ser um profissional pró-ativo, comunicativo e perspicaz vai ajudar a evitar os sete pecados capitais ao se comunicar no trabalho. Eles foram inspirados nos sete pecados capitais e nas suas respectivas contrapartidas, as sete virtudes sagradas. Vindo do latim peccátu, é o sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão. Classificados por São Tomás de Aquino (1225-1274), os mais conhecidos são: gula, luxúria, avareza, ira, inveja, soberba, vaidade, preguiça, mentira, arrogância, calúnia, adultério, roubo, orgulho, ódio. Durante séculos, as religiões e a sociedade discutiram sobre os pecados. Se durante a Idade Média o indivíduo era condenado ao cometer uma falha, hoje em dia o ser humano é visto como multidimensional e em constante evolução. Todos cometemos erros, porém, o que não devemos é permanecer neles. Na vida moderna, parte do avanço conquistado vem do aprendizado proporcionado pelas vivências e treinamentos corporativos. Durante a carreira profissional, e mesmo no decorrer da vida, é essencial observar quais os pecados de comunicação são cometidos e o que fazer para evitá-los:

Apatia
Ela reflete o desconhecimento das características do público-alvo. De nada adianta ter o domínio da forma e do conteúdo se a fala é sem “alma”, sem sensibilidade e sem conexão com a audiência. O contrário da apatia é a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo o seu nível sócio-cultural, temperamento e momento psicológico. Ser empático é ser generoso com o outro, ao contrário da avareza, o querer tudo para si. Com a voz serena, mas firme, pode-se articular palavras com calma, confiança, polidez e respeitabilidade, tornando a comunicação atraente.

Insegurança
A falta de informação, de conhecimento sobre uma situação ou um tema, pouco ou nenhum conteúdo evidenciam a ausência de assertividade. Pessoas inseguras geralmente se comportam de maneira agressiva, para causarem medo e intimidação. Expressa autoridade com rispidez. Essa imposição encobre o receio das suas próprias fragilidades. Ser assertivo é ter autoconhecimento. Quem se conhece verdadeiramente pode se observar “de fora”. Possui uma consciência de si tão sensível que pode observar a própria atuação durante as relações interpessoais. Detém o controle de seus atos, seus gestos e suas palavras. A comunicação interpessoal é o reflexo da comunicação intrapessoal. Ao dominar as ações e o discurso, cultiva-se o equilíbrio interior, e certamente os reflexos na comunicação interpessoal serão positivos. Uma pessoa assertiva quer defender seus direitos e idéias e, ao mesmo tempo, procura aceitar os dos demais. Ela é firme, é confiante, é respeitosa, é ponderada, é, afinal, controlada. Quem mantém um comportamento assertivo é alguém emocionalmente inteligente e maduro e com certeza tem um destino destacado no futuro: o sucesso.

Impaciência
Um dos grandes obstáculos ao aprendizado e à boa convivência. Pouca clareza e nenhuma empatia tornam a comunicação quase que uma obrigação em vez de ser uma ação prazerosa e envolvente. Quando se é impaciente, sobra pouco ou quase nada a ensinar e não há espaço para a observação e o intercâmbio de informações. Uma postura sábia requer dar o tempo de maturação necessário aos acontecimentos e também tomar decisões firmes de forma serena, sem atropelos. No contexto corporativo, os profissionais – que são, sobretudo, seres humanos, com todas as suas imperfeições, complexidades, singularidades intrínsecas – se inserem em uma dinâmica empresarial e têm de lidar com conflitos provocados pelo atrito de suas diferenças. Ninguém é melhor do que ninguém a priori: só é possível avaliar uma proposta ou uma opinião como “a melhor”, mais adequada, mais oportuna, com base no diálogo, na argumentação sólida e na consideração e respeito pelos outros.

Incoerência
Discrepância, falta de lógica, inconseqüência. É a diferença entre falar, defender uma idéia, valores ou posição e não seguir os discursos e as idéias apregoados. Durante uma exposição, não encadear os assuntos dando uma seqüência pertinente e complementar, defendendo um ponto de vista para em outro momento contradizê-lo. Esse comportamento desperta desconfiança e descrédito, pois as pessoas acreditam que a qualquer momento o incoerente poderá mudar de lado e até terá uma justificativa, sem se importar com os desdobramentos das suas atitudes.

Prolixidade
Ser excessivamente longo, cansativo e entediante numa conversa ou texto é um dos maiores pecados da comunicação. Geralmente, o prolixo não reconhece que sua expressão é confusa, cheias de palavras repetidas ou sem um significado importante e que os ouvintes não prestam a atenção justamente pela falta de objetividade. Assim como uma orquestra, uma apresentação ou reunião necessita de um maestro, um profissional que lidere o grupo, alinhe e sintonize os interesses em questão, afine os instrumentos, balize o timing da equipe, amenize ou elimine os ruídos e dissonâncias desnecessárias, potencialize o som dos solistas mais talentosos e interessantes, enfim, dê o ritmo e o tom do que está na “partitura musical”.

Ignorância
Falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou mesmo acreditar em algo falso, não tendo discernimento. Saber que existe mais conhecimento e profundidade num assunto, porém, não buscar isso. Fazer pouco caso da importância do saber, e agir como se não precisasse do outro. Quando se trata de um líder, os conflitos e as diferenças motivados pela desinformação e ignorância precisam ser encarados e resolvidos, afinal, não se pode simplesmente ignorá-los. Saber lidar com os conflitos e administrar as diferenças, usando uma comunicação equilibrada, pode enriquecer a pluralidade da empresa, ampliando seus horizontes e a sua visão de mundo.

Arrogância
Caracteriza a falta de humildade. Alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo que não saiba ou estar no mesmo nível do seu próximo. A soberba, a altivez, o orgulho exagerado, a vaidade em excesso em relação ao que sabe ou ao sucesso que desfruta completam esse pecado. Segundo o cristianismo, um dos sete pecados capitais é a soberba, que por sua vez inclui a vaidade e a arrogância. Mas ser arrogante pode também significar coragem, o assumir o seu ponto de vista, a personalidade ou a identidade. Contraposta, a humildade é uma das qualidades mais difíceis de exercer. Porém, humilde não significa ser fraco perante a posição que se ocupa no trabalho ou no mundo. Pode-se nascer com tendências à virtude da humildade, como também trabalhar para adquirir esse comportamento. É saber ouvir, ser firme sem passar por cima do outro, é ser reverente e ter o conhecimento exato do que não se é. É viver sem ilusões.

Alegria, serenidade e paz são os frutos colhidos.

Este artigo foi escrito por Reinaldo Passadori, CEO e fundador do Instituto Passadori.