Desenvolver a autoliderança e automotivação é fundamental para quem busca crescer na carreira, ser promovido e respeitado no ambiente de trabalho. Essas são duas qualidades cada vez mais valorizadas pelas empresas, pois não basta o gestor ter conhecimento técnico — é fundamental que ele também saiba liderar equipes, principalmente, se almeja ir mais longe e conquistar novas posições.

No entanto, é preciso ser o líder da própria vida para liderar outras pessoas. O problema é que nem sempre é fácil colocar isso em prática. O primeiro motivo disso é que não são todas as pessoas que já nascem com o ímpeto de serem líderes. Nesse sentido, existem muitos gestores altamente qualificados, mas com bastante dificuldade de guiar e organizar o time.

Em segundo lugar, muitas vezes, as experiências pelas quais o indivíduo passa — em especial, as ruins, se não forem bem trabalhadas — acabam podando todo o potencial dele. Mas isso não significa que elas são capazes de definir quem a pessoa será. Mesmo diante de dificuldades, é possível aprender e colocar em prática a autoliderança e a automotivação na própria vida.

Neste post, vamos falar justamente sobre como fazer isso de forma eficiente. Quer descobrir? Então, é só seguir com a leitura para saber mais sobre a importância da autoliderança e automotivação, a influência da inteligência emocional, o processo de ressignificação e como alguns cursos podem ajudar você a ter o controle da própria vida e da carreira.

A importância da autoliderança

O significado de autoliderança está relacionado com o processo de saber quem se é, onde está e o que pretende alcançar. Nesse contexto, o indivíduo cria mecanismos para incentivar a si próprio e seguir em direção aos seus objetivos.

Ao ler a definição acima, pode até parecer óbvio que todos saibam exatamente quem são, a situação em que se encontram e as próprias metas de vida. Porém, isso nem sempre é simples e fácil. É necessário um profundo conhecimento interno para ser capaz de determinar esses três aspectos, especialmente, diante de tantas opções e caminhos para seguir.

Além disso, existe a dificuldade de estabelecer uma direção para que, na prática, seja feito o que é preciso para a conquista de um sonho ou objetivo. Sem aplicar a autoliderança na própria vida, o profissional ou gestor dificilmente atingirá metas ou conseguirá liderar um time de colaboradores.

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Inclusive, como dito inicialmente, qualquer pessoa é capaz de aprender a tomar as rédeas da própria vida. Tendo isso em vista, seja para montar um plano de carreira, seja para realizar reuniões de sucesso, é essencial que os seguintes elementos façam parte da rotina de quem deseja ser líder de si mesmo:

1. Autoconhecimento

Praticar o autoconhecimento é o primeiro passo em direção à autoliderança. Isso significa investigar os próprios pensamentos, sentimentos, limitações, falhas e atitudes, com o objetivo de sempre melhorar e evoluir.

O autoconhecimento é objeto de estudo de vários filósofos e foi trazido à tona pela primeira vez por Sócrates, com a divulgação da famosa frase do templo de Delfos: “Conheça-te a ti mesmo”. Afinal, antes de liderar os demais, é fundamental conhecer em si mesmo os mais diversos aspectos e contradições comuns na vida de qualquer ser humano.

Ao entender como você mesmo funciona, será mais fácil lidar com as suas fraquezas e usar o que tem de melhor em direção aos próprios objetivos. O autoconhecimento ainda servirá para identificar padrões limitantes e bloqueios.

Para resolvê-los, existem diversas estratégias. Pesquisar, ler e estudar sobre o assunto é uma delas, mas também é muito efetivo fazer terapia, utilizar serviços de coaching ou até mesmo participar de cursos e treinamentos na área de desenvolvimento profissional.

2. Realismo

Ter uma atitude realista também é uma das habilidades de liderança mais importantes atualmente, pois permite não somente reconhecer os acertos e as qualidades, mas também identificar e aceitar os próprios erros e defeitos.

Para isso, primeiro, faça uma análise de si mesmo, verificando atitudes e padrões que você se arrepende de ter colocado em prática. Depois, procure conversar de maneira franca com as pessoas ao seu redor, que podem ser amigos e familiares, ou até mesmo colaboradores e superiores.

Embora muitas vezes não seja fácil ouvir o que eles possam ter para dizer, esse processo é enriquecedor, pois, em geral, existe uma grande divergência entre as impressões que se tem de si e as percepções que os demais têm de nós mesmos.

Mantenha a mente aberta, principalmente, para escutar e entender as críticas. Também é importante lembrar de estabelecer um plano de ação para efetivamente se comprometer e melhorar o que é necessário.

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3. Responsabilidade

Vale a pena destacar que a autoliderança implica ser responsável pelos pensamentos, emoções e atitudes. É preciso assumir a responsabilidade de ser o que é e parar de culpar situações ou pessoas pelas próprias atitudes, sejam elas boas ou não.

Passe a enxergar a responsabilidade como um compromisso consigo mesmo e não mais como uma obrigação que pesa sobre os seus ombros. É interessante observar que, quanto mais desenvolvida é a autoconfiança e a autoestima, mais fácil será assumir uma postura responsável diante das próprias ações.

4. Disciplina

Para liderar a própria vida, é essencial ter disciplina. Isso significa cumprir diariamente o que foi planejado para alcançar as metas e objetivos.

Por exemplo, se a intenção é ser promovido e aumentar os ganhos financeiros, será necessário ter disciplina para colocar em prática as ações que levem a esse objetivo. Agora, se a meta é enfrentar o medo de falar em público, de nada adianta querer mudar a situação sem cumprir de fato o que foi proposto para superar esse problema.

5. Liberdade

A liberdade é uma característica fundamental para o exercício da autoliderança. Afinal, é preciso ser livre para conduzir os aspectos pessoais e profissionais da vida de forma sincera e autêntica.

Você pode até buscar inspiração em outras pessoas, seja por meio de livros, vídeos ou palestras, mas crie e estimule a capacidade de pensar e agir por si próprio. Para evoluir, é necessário livrar-se das amarras, bloqueios, paradigmas ou padrões limitantes, abrindo espaço para novos hábitos e atitudes.

6. Curiosidade

Por fim, tenha um olhar curioso na hora de avaliar a si mesmo em busca da autoliderança. Procure observar os seus pensamentos, sentimentos, comportamentos e reações como se percebesse isso pela primeira vez.

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A curiosidade também é um impulso para você aprender cada vez mais. Mesmo que já esteja em um bom patamar na empresa como gestor ou feito graduações e especializações de ponta, tenha em mente que você não sabe de tudo e sempre é possível adquirir novos conhecimentos para evoluir.

A importância da automotivação

Assim como a autoliderança, a automotivação é um processo que ocorre internamente. A ideia é encontrar fatores dentro de si que servirão como estímulos para a conquista dos objetivos.

É ótimo quando alguém motiva você, mas esperar que isso aconteça em todos os momentos acaba limitando a sua ação. Ademais, se a expectativa não for cumprida, acaba gerando uma grande frustração. Quem é capaz de se automotivar realiza o que deve ser feito e não depende da motivação do outro.

Essa motivação interna é fundamental para alcançar diversos tipos de objetivos, mesmo os mais desafiadores, e arriscar-se de forma mais calculada. Porém, nem sempre essa característica é algo natural nas pessoas.

O importante é estar aberto e querer colocar em prática a automotivação na vida. Para isso, os 6 passos fundamentais relacionados abaixo são necessários:

1. Planejamento pessoal

O planejamento pessoal é uma prática muito importante para manter a automotivação. Afinal, ao se planejar, a pessoa estabelece as metas e as formas de alcançá-las. Com isso bem definido, a motivação interna surge como uma consequência natural para incentivar a conquista dos objetivos.

Por exemplo, de nada adianta pagar para fazer um curso de comunicação verbal se melhorar essa questão não for prioridade para você e se isso não fizer parte do seu planejamento pessoal. Muito provavelmente, você não encontrará motivos fortes o suficiente que o levem a aprimorar esse conhecimento.

2. Busca por conhecimento

Se manter em busca constante por conhecimento é outro fator essencial para a automotivação. Isso ajudará a você a ter consciência de que sempre haverá algo novo para aprender.

Descobrir algo novo provoca uma sensação de rejuvenescimento do espírito, abrindo espaço para a vontade de ampliar ainda mais o que se sabe, visando às ações de excelência, sejam no trabalho, sejam nas relações pessoais. Quanto mais aprender, mais motivado você estará para ser o líder de si mesmo. Com isso, será possível também liderar e inspirar os demais.

3. Controle da procrastinação

Estar motivado nem sempre é fácil, principalmente, quando adiamos o que precisamos fazer ou até mesmo o que queremos realizar. Por esse motivo, quem busca a automotivação deve controlar a procrastinação e evitar dominar-se por ela.

Uma boa forma de não deixar para amanhã o que deve ou pode ser feito hoje é determinar um roteiro para as tarefas a serem cumpridas diariamente. Também é importante criar hábitos saudáveis na rotina e que colaborem para aumentar a produtividade pessoal.

4. Manter o foco

Diante de tantos estímulos e informação, nem sempre é fácil manter o foco, outro fator determinante para quem deseja ter automotivação. As distrações estão em todo lugar, em especial, no celular. Aquela olhada descompromissada nas notificações do WhatsApp ou nas redes sociais, por exemplo, pode levar embora horas preciosas do seu dia.

Por esse motivo, para ter foco, é preciso aprender a dizer não, inclusive, para as próprias necessidades instantâneas. No trabalho, isso é ainda mais importante, pois, com frequência, perder tempo significa redução da produtividade e, consequentemente, dos resultados. Além disso, se alguma tarefa não faz sentido dentro das suas funções, aprenda a dizer não e delegue o que for necessário para se manter focado no que realmente deve fazer.

5. Lidar com o fracasso

O fracasso é algo que afeta muito a automotivação. Geralmente, quando algo dá errado, uma reação comum é a rejeição e desistir pode se tornar uma realidade. Porém, é fundamental saber lidar com as derrotas de uma maneira mais madura.

Para isso, tenha humildade de reconhecer o erro. Depois, tire um tempo para avaliar o que aconteceu e o que poderia ter sido feito para evitar. Por fim, aproveite a oportunidade que o fracasso traz para aprender e se motivar para as próximas ações.

6. Pensamento positivo

A motivação própria também depende da sua capacidade de cultivar pensamentos positivos, mesmo se as situações forem adversas. É claro que nem todos os dias podem ser bons. O gestor, por exemplo, tem de lidar frequentemente com inúmeros imprevistos e problemas. No entanto, as dificuldades são passageiras, mas a reação diante delas pode ampliá-las ou resolvê-las.

Como a inteligência emocional pode ajudar

Você já parou para pensar sobre o quanto é importante ter inteligência emocional para o desenvolvimento de motivação e de liderança de alta performance? Pois saiba que isso é algo muito relevante para as relações de trabalho e especialmente essencial para quem deseja ser líder.

Inteligência emocional diz respeito à capacidade de identificar, compreender e utilizar de forma benéfica as próprias emoções. Aqueles que a colocam em prática têm uma grande facilidade de se autoliderarem e automotivarem, inclusive, diante de situações frustrantes ou derrotas que surgem ao longo do caminho.

Porém, para exercer a inteligência emocional, é preciso equilibrar as emoções, criar conexões, ter empatia e ponderar sobre o que falar para as demais pessoas. Mas, afinal, o que essas ações significam e como colocá-las em prática? Veja logo a seguir a explicação de cada uma delas:

Equilibrar as emoções

Diferentemente do que se possa pensar, equilibrar as emoções não significa evitá-las ou impedi-las de acontecer. Uma boa forma de compreender isso é por meio da analogia com o mar. Os sentimentos são como ondas, que vêm para serem sentidos. Elas transmitem uma informação e se dispersam ao chegarem na praia, ou seja, não representam o mar como um todo.

A lição disso é aprender a sentir o que é para ser sentido, mas não se identificar com as emoções. Para o ambiente profissional, isso funciona da mesma forma. Você pode se sentir frustrado e irritado diante de algumas atitudes ruins dos colegas de trabalho, mas não pode se deixar levar por essas sensações.

Outra boa dica é colocar em perspectiva os problemas para promover o equilíbrio emocional. Em uma apresentação no TED Talks, o professor de liderança e ex-executivo Lars Sudmann sugere estabelecer uma escala de 0 a 10 para a reação diante de alguma dificuldade. Assim, um desentendimento de nível 2 não pode resultar em uma reação de nível 10.

Criar conexões

Criar conexões com as pessoas também faz parte das práticas para o alcance do equilíbrio emocional no trabalho. Para isso, o gestor deve procurar ter uma postura mais próxima com seus colaboradores e superiores.

Incentivar reuniões produtivas com a equipe, criar situações mais descontraídas, instituir um plano de carreira e de valorização dos profissionais e até mesmo momentos comemorativos são boas estratégias para estabelecer um maior vínculo com quem trabalha com você.

Ter empatia

Uma das maneiras de equilibrar as emoções é colocar em prática a empatia, pois ela é capaz de promover um entendimento verdadeiro de partes que, muitas vezes, são divergentes.

A empatia pressupõe agir com respeito e considerar a experiência do outro. Além disso, exige que as pessoas sejam pacientes, tolerantes e flexíveis, qualidades fundamentais no ambiente de trabalho. Com isso, será viável a construção de bons relacionamentos, melhorando o clima organizacional e os resultados da empresa.

Ponderar o que falar

Especialmente em momentos de crise, a inteligência emocional de todos é colocada à prova. Em meio de um turbilhão de emoções, falar demais pode ser um grande risco e aumentar ainda mais a falta de entendimento.

Assim, é fundamental ponderar e escolher bem as palavras, algo que deve ser praticado no dia a dia, tanto no trabalho quanto nos relacionamentos pessoais. É possível ainda que as suas palavras sejam interpretadas de uma maneira diferente do que você imagina.

Para evitar conflitos e discussões no ambiente profissional, uma das soluções é investir na comunicação não violenta. Na prática, ela funciona quando o diálogo é estimulado, os feedbacks são feitos de maneira efetiva e saudável, e a observação ocorre antes do agir.

Como ressignificar comportamentos e atitudes no trabalho

Além da inteligência emocional, um processo importante para o pleno desenvolvimento da autoliderança e da automotivação é a capacidade de ressignificar atitudes e comportamentos relacionados com o trabalho.

Obviamente, não é possível modificar o que foi feito no passado, mas essas ações podem servir de impulso para as transformações que precisam ser colocadas em prática. E existem diversas situações difíceis de superar, principalmente, com relação às derrotas profissionais.

Pode ser que você tenha se dedicado durante meses ao desenvolvimento de um projeto que não tenha sido bem-aceito pelos seus superiores ou até mesmo tenha tomado atitudes que não produziram o bom resultado que era esperado.

São inúmeros os exemplos de eventos que podem desmotivar e desencorajar o profissional a seguir em frente, propor soluções e inovar. Porém, é nesse momento que se torna mais necessário saber como ressignificar tanto os comportamentos quanto as atitudes do passado.

O objetivo é dar um novo sentido para um acontecimento que possa ter sido ruim, procurando enxergar o aspecto positivo dela ou as lições que o ajudaram a crescer. Na prática, essa nova perspectiva pode ser obtida por meio das seguintes posturas:

  • tente imaginar o quanto os seus superiores já se dedicaram a projetos que não foram bem-sucedidos;
  • pondere que, muitas vezes, a pessoa para quem a ideia foi apresentada pode ter tido simplesmente um dia ruim;
  • em outras ocasiões, faça perguntas para que possa elaborar melhor os próximos projetos;
  • reconheça o erro e tenha a humildade de assumir a responsabilidade por ele;
  • peça desculpas quando necessário e efetivamente corrija o que é preciso corrigir;
  • não leve para o lado pessoal uma reação negativa quanto ao seu trabalho.

Mesmo que sejam voltadas para os exemplos específicos, essas atitudes podem ser aplicadas nas mais diversas ocasiões. O importante é lembrar que nada é para sempre e o que é muito doloroso para uma pessoa pode não ter representado nada para a outra.

Como alguns cursos podem ajudar

Existem diversas formas para desenvolver autoliderança e automotivação, principalmente, por meio de cursos e treinamentos. Eles são importantes pois fornecem as ferramentas necessárias para o desenvolvimento das competências de um líder inspirador e autêntico.

Afinal, quando o líder compreende a si mesmo, ele também tem condições de entender melhor o outro, transformar relações e proporcionar resultados de excelência para as empresas. Entretanto, é preciso estar consciente de que essas duas características devem ser aprimoradas de forma constante ao longo da vida, visto que novos desafios sempre estarão surgindo.

Formulado para líderes, gestores, coordenadores ou pessoas que atuam nas mais diversas áreas, o curso de Autoliderança Transformadora do Instituto Passadori tem como objetivo resgatar a automotivação dos profissionais e ajudá-los a avançar na carreira.

Utilizando princípios andragógicos, psicodrama, conceitos construtivistas e métodos como o F.A.L.A.R — exclusivo do Instituto Passadori —, o curso proporciona uma série de benefícios, como:

  • aumentar o poder de realização pessoal e profissional;
  • melhorar a capacidade de tomada de decisões;
  • desenvolver a autoestima e confiança de forma equilibrada;
  • ampliar a consciência de padrões emocionais e ressignificá-los;
  • promover a habilidade de persistir diante de obstáculos;
  • facilitar o trabalho diante de situações sob pressão;
  • aumentar o desempenho;
  • despertar talentos, entre outros.

Por fim, é importante relembrar que a autoliderança e automotivação são qualidades que todos podem desenvolver, independentemente da área em que atuam ou da função que exercem. Algumas pessoas realmente têm personalidades em que a presença da liderança e da motivação são mais fortes.

Apesar disso, mesmo aqueles que apresentam maior timidez, bloqueios ou dificuldades de comunicação são capazes de aprender a se motivarem por si só e a serem líderes da própria vida.

Se você deseja aprimorar os seus conhecimentos, confira mais informações sobre o curso de Autoliderança Transformadora e dê um grande passo em direção a uma carreira de sucesso! Até mais!

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