No dia a dia, são inúmeros os momentos em que sentimos a falta de entendimento entre as pessoas. Você pode falar uma coisa e achar que se expressou bem, mas a sua mensagem não chegou até o outro exatamente conforme o planejado.

No ambiente profissional, essa situação pode afetar o desenvolvimento do trabalho. Uma das melhores soluções para evitar e reduzir conflitos desse tipo dentro de uma empresa é o uso de uma comunicação não violenta.

O nome já sugere que as expressões por meio de palavras, ações e gestos devem ser feitas sem violência, mas isso não significa passividade ou aceitar a imposição do outro. Na realidade, praticar uma comunicação não violenta implica em priorizar as necessidades e os sentimentos humanos, tanto dos outros quanto os nossos.

Mas como é possível melhorar a forma de se comunicar? Quais são as técnicas que podem ser aplicadas para ajudar a sua gestão empresarial? É o que vamos explicar neste artigo. Acompanhe e boa leitura!

O que é comunicação não violenta?

Desenvolvida na década de 1960, pelo psicólogo norte-americano Marshall Bertram Rosenberg, a comunicação não violenta considera a criação de parcerias para que a troca de informações e experiências aconteça de maneira eficaz, sob o exercício da empatia.

Para que isso seja possível é preciso, primeiramente, estabelecer os valores comuns na comunicação, sem o uso do medo, coerção, julgamento, vergonha ou ameaças. A ideia é que cada um possa falar sem culpa sobre sentimentos e necessidades, sempre evitando o juízo de valor.

Outro ponto fundamental é ter clareza acerca do que é dito e atenção ao escutar outras pessoas. Dentro dessa ideia, a sugestão é identificar o sentimento e a necessidade por trás de cada comentário.

Por exemplo, você pode perceber que um funcionário não realiza suas funções corretamente. Nesse caso, ao invés de dizer isso diretamente a ele, é possível selecionar com mais cautela as palavras e sugerir ações para melhorar o seu desempenho.

De acordo com o processo de comunicação não violenta, algumas reações são comuns quando nos deparamos com comentários negativos ou agressivos. Podemos destacar quatro delas:

  1. sentir-se culpado e aceitar passivamente o que foi dito;
  2. culpar o outro sem avaliar se ele tem razão ou o que está por trás do que foi dito;
  3. importar-se mais com os próprios sentimentos e necessidades;
  4. dar atenção aos sentimentos e necessidades do outro em primeiro lugar.

Ao escolher as primeiras opções, estabelecemos uma noção de quem está certo e quem está errado, criando uma distância com relação ao entendimento.

Quando optamos pela última alternativa, focamos nossa atenção em entender o outro e abrimos um canal para a comunicação e, assim, criamos conexões. Essa abertura permite que as outras pessoas também se sintam à vontade para fazer comentários, dessa vez, menos agressivos.

Por que ela é importante nas relações profissionais?

As ideias dentro da comunicação não violenta são muito úteis para todas as esferas da vida, inclusive a profissional. Afinal, somos uma única pessoa, atuando e criando relações em diferentes ambientes. Nesse sentido, são inúmeras as situações desafiadoras na hora de se relacionar com o outro.

No ambiente de trabalho, os conflitos podem prejudicar a produtividade e, até mesmo, aumentar a rotatividade de funcionários.

Por esse motivo, faz parte de uma boa gestão atuar em prol da comunicação e do entendimento entre integrantes da equipe, promover a liderança e saber ouvir colaboradores e clientes. Isso pode evitar crises e comportamentos explosivos. Ao mesmo tempo, também é possível estimular boas práticas e criar uma atmosfera mais colaborativa e menos competitiva.

A comunicação não violenta auxilia na construção de uma cultura dentro da empresa, permitindo que todos atuem para o crescimento do negócio. Até mesmo os processos serão feitos de uma forma mais eficaz, evitando a procrastinação e a falta de padronização.

Investir na formação de uma equipe de sucesso pode levar tempo, mas os resultados compensam o esforço com resultados satisfatórios. A rotatividade e os mal-entendidos diminuem, os funcionários se sentem importantes e valorizados dentro da empresa, a produção melhora e, consequentemente, mais clientes surgem.

Como colocá-la em prática dentro da gestão empresarial?

Por ser uma estratégia comportamental, engana-se quem pensa que a comunicação não violenta é pouco prática. O conceito depende diretamente das aplicações no cotidiano em todas as áreas da vida. Na área de gestão empresarial, ela pode ser aplicada de algumas maneiras. Veja:

Observação das relações no ambiente de trabalho

Uma das premissas da comunicação não violenta é a observação, tanto de si quanto do outro, em um processo fundamental para a criação de empatia. Dessa forma, é positivo estimular o autodesenvolvimento, ferramenta eficaz tanto para gestores quanto para funcionários.

Com isso, todos estarão mais conscientes do impacto de suas ações no ambiente de trabalho e serão encorajados a melhorar o próprio comportamento.

Identificação dos sentimentos e expressão de necessidades

Depois da observação, é preciso identificar os sentimentos e saber expressar, de forma positiva, as necessidades. Uma técnica que pode ser aplicada é o uso da frase: “Eu sinto isso, porque tenho a necessidade disso”.

Por exemplo, o gestor pode se sentir pressionado, porque tem a necessidade de gerar mais lucro na empresa e expandir o negócio. Em vez de dizer para os funcionários que está sofrendo pressão, o gestor foca e explica a necessidade da empresa crescer e gerar mais receita.

Dessa maneira, é possível sentir o que é para ser sentido, sem se identificar com os sentimentos. Isso contribui para determinar a necessidade e comunicá-la ao outro de forma assertiva.

Estímulo ao diálogo entre todos da empresa

A comunicação não violenta abre espaço para o diálogo positivo entre todos os envolvidos na empresa ou no negócio. Isso pode ser feito promovendo e incentivando momentos de interação e descontração entre os funcionários.

Outra forma é criar mecanismos para que as pessoas se sintam à vontade para falar, principalmente sobre questões que as desagradam. Reuniões coletivas e individuais, caixas de sugestão ou planilhas digitais são alguns dos exemplos de como colocar isso em prática.

Estabelecimento de feedback efetivo e saudável

Por fim, é essencial criar um feedback contínuo, efetivo e saudável entre a equipe. Para que seja assim, faça isso de maneira periódica e avise antecipadamente os envolvidos. Criar essa rotina ajuda a minimizar a pressão e a ansiedade causada por esse processo.

Os critérios devem ser claros e estabelecidos por meio de parâmetros específicos e que possam ser verificados. Para que seja saudável, é importante acompanhar as ações geradas em acordo com o gestor e o funcionário.

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